29/09/2008 - 10:19 — Cidades
A Polícia Militar (PM) da cidade de Campinas, a 93 quilômetros de São Paulo, e com 1.039.297 habitantes, conta com apenas um bafômetro para fiscalizar motoristas que bebem e dirigem. Em termos de comparação, um só batalhão da polícia tem 51 aparelhos para fazerem rondas da Lei Seca. Já no interior, nenhum batalhão tem o próprio equipamento, segundo a assessoria de imprensa da PM. As informações são do site G1.
Alguns quartéis solicitam bafômetros para concessionárias de rodovias. Enquanto outros precisam utilizar equipamentos de postos de policiamento rodoviário estadual, que contam com 79 aparelhos para fiscalizar 21.695 quilômetros de estradas estaduais.
Para complicar o quadro, policiais de Campinas, dos três batalhões da cidade, só podem usar o bafômetro do Comando de Policiamento do Interior da região (CPI 2), que é dividido também com outros 37 municípios. Para o tenente Marlon Niglia, a falta de equipamentos não influencia no desempenho das ações da polícia.
A falta de bafômetros em Campinas reflete nas blitze, que deveriam ser feitas com freqüência aos fins de semana. Na capital paulista, a PM realiza pelo menos uma operação nas madrugadas de sábado. Já em Campinas apenas uma ação é feita por mês na cidade. Segundo o tenente-coronel Eugênio Pacelli, do 8º BPMI, responsável pela região onde estão localizadas a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC), foram realizadas duas ou três operações desde o início da nova medida. Há cerca de 50 mil estudantes nas duas faculdades.
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Agência MBPress