19/05/2008 - 17:17 — São Paulo
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo discutirá em assembléia marcada para esta terça-feira, dia 20, se a categoria entrará ou não em estado de greve. Os funcionários pedem reajuste imediato de 4,5% nos salários, além de um aumento real de 10% e o pagamento de R$ 3 mil para cada funcionário, referente à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa.
As negociações já se arrastam há 30 dias e o sindicato cobra também a volta de 60 funcionários demitidos na paralisação de dois dias que ocorreu no ano passado. Da mesma maneira que agiram os motoristas e cobradores de ônibus, na semana passada, os metroviários ameaçam iniciar uma paralisação caso o acordo não seja estabelecido. Se decretada, a greve está marcada para a próxima segunda-feira, dia 26, após o feriado.
O Metrô de São Paulo possui 7.500 funcionários que são representados pelo Sindicato dos Metroviários. A carga horária média de trabalho é de oito horas por dia e o salário base é de R$ 1.724,64. A cada dia parado, o Metrô gera prejuízos de pelo menos R$ 8 milhões, de acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Segundo a Assessoria de Imprensa do Metrô, as negociações com o sindicato que representa os trabalhadores estão em andamento e a companhia sempre esteve disponível para discussões. Não foi comentada a possibilidade de greves a partir da próxima semana.
* As informações são da Confederação Nacional de Transportes (CNT)
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Agência MBPress